*repassando como chegou (anônimo)
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AGORA, SIM, VAMOS AO BRILHANTE FURO DO CORAJOSO JORNALISTA JORGE SERRÃO:
Sexta-feira, Agosto 03, 2007
Segunda Edição de Sexta-feira do Alerta Total
http://alertatotal.blogspot.com/
Jorge Serrão
Exclusivo - Os dados da caixa-preta e do Gravador de Dados de Vôo (FDR, na sigla em inglês) do trágico Airbus A-320 da TAM passaram pelo Palácio do Planalto, antes de serem remetidos para exame nos Estados Unidos. A informação foi passada ao Alerta Total por um brigadeiro da FAB, que não pode ser identificado por questões óbvias. A ordem foi do próprio presidente. Lula da Silva queria ter a certeza absoluta de que no acidente, onde morreram 199 pessoas, não houve responsabilidades diretas do seu governo. A passagem da caixa preta pelo Planalto, antes de ser mandada para perícia na Nacional Transportation Safety Board, revela que não foi "uma trapalhada da FAB" o envio equivocado, à NTSB norte-americana, de um gravador comum, achado pelas equipes de resgate nos destroços do avião, no prédio destruído da TAM Express. Na verdade, o "erro" serviu para que o Planalto tivesse mais um dia para analisar a caixa-preta, antes de enviar o material correto ao órgão de segurança de tráfego aéreo, em Washington. O Alto Comando da Aeronáutica quase entrou em rebelião interna por causa dessa manobra do presidente Lula, com a qual o comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito, foi conivente. Por isso, o presidente Lula chegou a cogitar de nomeá-lo Ministro da Defesa, pela "confiança e segurança" que ele passou no episódio. O "erro" induzido também gerou uma crise interna no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão que investiga a tragédia, e que acabou chamado de "trapalhão". O brigadeiro que vazou a informação ao Alerta Total se diz "enojado" com a atitude do governo. No episódio de decifração e divulgação do teor da caixa-preta e do gravador de dados de vôo, o Ministro de Comunicação Institucional, Franklin Martins, teve um papel estratégico. Foi dele o plano maquiavélico para que os dados da caixa-preta vazassem na imprensa, como se fosse um "furo de reportagem". O Palácio do Planalto escolheu dois jornalistas para que os dados viessem a público, isentando o governo. Os vazamentos ocorreram para a revista Veja e para a Folha de S. Paulo. A tática foi tão bem planejada, que a direção de ambas as publicações não deveriam saber do fato – que deveria ser encarado como um mero e grande furo jornalístico. No final de semana, as emissoras de tevê foram na mesma balada, graças aos editores-chefes simpatizantes do governo petista. De todo este episódio, ficam duas constatações. Primeiro, que a grande imprensa no Brasil precisa tomar muito cuidado com os interesses por trás das reportagens exclusivas que divulga. Segundo, o presidente Lula, pelo menos nesta denúncia do brigadeiro da FAB (que o governo fará tudo para negar), o presidente Lula sabia de alguma coisa antes dos outros. O Apedeuta começa a saber das coisas que o cercam... A sociedade brasileira também precisa saber.